Como as empresas lidam com o marketing viral PDF Imprimir E-mail
Qua, 02 de Setembro de 2009 14:43 Escrito por Caroline Arice

blogs_internetUma má jogada de publicidade levou a empresa de cosméticos francesa Vichy a ter que se desculpar diante dos internautas. A marca criou o blog de Claire, uma garota supostamente anônima disposta a provar cosméticos e contar suas experiências com os produtos.

 

Os internautas franceses não demoraram a descobrir que se tratava de um fake blog (blog falso), o que criou uma corrente de opinião negativa sobre a empresa que se viu obrigada a retratar-se e incluir no blog opiniões de consumidores verdadeiros.

 

Esse tipo de publicidade, chamada de viral por sua capacidade de expansão como a de um vírus, é cada vez mais utilizada por companhias por ser barata e potencialmente poderosa. O objetivo é criar uma corrente de opinião favorável a seu produto e controlar as que surgem espontaneamente. Além dos blogs, grupos de discussões e redes sociais são os meios ideais para que as empresas apresentem seus produtos e os comentários sobre a sua marca cresçam na web.

 

O poder da Internet tem se estendido a todos os âmbitos com tamanha força que as empresas e instituições passaram a incluir em sua agenda de preocupações tudo o que se passa na rede. Antes, quando um cliente tinha algum problema, saía uma remessa de produtos defeituosos ou um funcionário da empresa criava uma má reputação, a única conseqüência era uma ficha de reclamação ou um comunicado de imprensa. Hoje, qualquer situação pode gerar um tsumani opinativo capaz de acabar com a imagem da marca ou colocar em sérios apuros econômicos a companhia em questão.

 

Como exemplo, há o caso de Dave Carroll que teve seu violão extraviado pela United Airlines e, após nove meses de ligações, teve a resposta definitiva de que não seria ressarcido. O cantor canadense resolveu então colocar no You Tube o clipe "United Breaks Guitars" e, mais recentemente, "United Breaks Guitar: Song 2". Em 23 horas, o clipe recebeu 461 comentários e tornou-se viral rapidamente.

 

A Internet está cada vez mais transparente e o objetivo, tanto de empresas como de instituições, é utilizar os suportes 2.0 para disseminar uma imagem positiva e amenizar os comentários negativos. A diferença está no método. A Vichy, por exemplo, não soube como atuar na rede.

 

Fontes: El País

Los Angeles Times

 

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